sábado, 19 de dezembro de 2009

Alunos de de Fotografia acampam em protesto no IPT

Para o presidente do Instituto Politécnico de Tomar a acção não tem uma base justificativa.

Cerca de 20 tendas de campismo estão montadas no átrio principal do Campus do Instituto Politécnico de Tomar desde as oito da manhã da última segunda-feira, 14 de Dezembro. Os alunos da licenciatura em Fotografia da Escola Superior de Tecnologia (ESTT) reivindicam mais materiais e infra-estruturas através de um protesto “silencioso, pacífico e ordeiro” mas que dá nas vistas uma vez que foi montado um autêntico acampamento em frente departamento do curso. “Um flash para 129 alunos. Mais Investimento. Melhor Educação” é uma das frases de ordem numa faixa pintada. No entendimento dos cerca de 90 alunos que aderiram ao protesto e por isso estão em greve às aulas, o Ministério de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior deveria atribuir verbas extra no sentido de ser adquirido mais material de modo a assegurar o bom e normal funcionamento das aulas.

Mas para o presidente do Instituto Politécnico de Tomar, Pires da Silva, esta acção de protesto não tem “justicação nenhuma” até porque as aulas têm decorrido com absoluta normalidade e sem qualquer congelamento das actividades. “Não entendo a posição dos alunos até porque avançaram para o protesto sem me avisarem. Soube desta acção através do comunicado que me foi enviado pela Polícia”, disse a O MIRANTE garantindo que “o IPT tem feito tudo o que pode pelo curso de Fotografia”. Pires da Silva critica a atitude dos alunos que participam no protesto, uma vez que considera que estes deveriam tentar resolver os seus problemas com diálogo e não com manifestações. “O apoio que tenho é para dividir pelos 23 cursos do Instituto Politécnico de Tomar e não apenas por um”, salienta. Mesmo reconhecendo que com este protesto, os alunos não queiram atingir directamente o instituto que dirige, Pires da Silva considera que este tipo de acção acaba sempre por destabilizar o ambiente na instituição de ensino.

Entretanto, os alunos encontram-se a preparar um abaixo-assinado onde constam todas as suas reivindicações e pretendem ainda que a direcção do IPT pressione o Ministério de Educação no sentido de garantir as mais verbas para “o único curso superior público de fotografia do país”.

Um comentário:

Túlio disse...

Prezada Elsa, Sou do Brasil e fotógrafo mas apoio seu post! O ensino é fundamental! Da maneira que for, a educação é a base de tudo! Tem meu apoio aqui no Brasil!
Abraços!