domingo, 11 de outubro de 2009

O engenheiro civil que gosta de coleccionar postais de pontes



Joaquim Canteiro tem mais de mil postais de pontes portuguesas e estrangeiras. A sua colecção já correu mundo e ganhou vários troféus, tendo recebido uma medalha da Federação Portuguesa de Filatelia pelas boas classificações obtidas.

Nunca calculou nenhuma ponte e já pouca esperança tem de o vir a fazer. Joaquim Canteiro, 53 anos, é engenheiro civil e colecciona, entre outras coisas, postais de pontes. Actualmente conta mais de mil “postais máximos” na sua colecção. São postais máximos aqueles que têm um selo e uma imagem no postal com a mesma ilustração, tendo o carimbo que incidir nas duas partes. Cerca de 250 encontram-se na Exposição Luso-Brasileira Lubrapex, que decorre até 11 de Outubro na Arena de Évora. “Já viajaram mais do que eu”, conta a rir o coleccionador que já perdeu conta ao número de exposições internacionais onde, ao longo dos últimos 25 anos, os seus postais estiveram. Rio de Janeiro, Sevilha, Granada ou Pequim, são algumas das cidades para onde postais já foram enviados, através da Federação Portuguesa de Filatelia, que atribuiu a Joaquim Canteiro uma medalha de Serviços Inestimáveis pelas boas classificações alcançadas nas exposições internacionais.

Joaquim Canteiro vive numa zona calma de Abrantes mas trabalha na Câmara do Entroncamento há mais de vinte anos. Começou por juntar selos em criança, por influência de um tio. Os postais, que são uma das modalidades da filatelia, vieram mais tarde. A filatelia tem vários ramos ou temas e a Maximifilia (postais máximos) são um desses temas. “É engraçado porque posso comprar os selos nos correios, arranjo os postais e faço as minhas próprias maximizações”, explica com entusiasmo. Por este motivo, alguns dos postais máximos que tem são peças únicas uma vez que foram feitos por si. Na sua casa tem ainda em muitas, mas mesmo muitas, gavetas, postais antigos e outros de outras temáticos como Aves ou, por exemplo, Paris. Também colecciona pacotes de açúcar.

O fascínio pelas pontes deriva da sua formação profissional. “Para um engenheiro civil as pontes são a estrutura mais atractiva”, justifica. Já tinha concluído o curso de engenharia civil quando começou a coleccionar postais com pontes, não se recordando do primeiro postal que teve. A sua colecção é organizada pelas características estruturais da ponte, classificando-as em pontes de vigas, de arco, de suspensão ou de aquedutos. “Comecei por juntar postais de pontes de Portugal mas, através da internet, comecei a arranjar postais de pontes de todo o mundo”, explica mostrando um dos últimos postais que conseguiu comprar e que representa a ponte do Bósforo, em Istambul, Turquia. “É importante porque liga a Europa a Ásia e porque já lá passei”, aponta orgulhoso. Muitos dos postais são adquiridos por trocas e chegam de todos os pontos do mundo. O contacto com os outros coleccionadores é feito, na maioria das vezes por internet e visita, regularmente, os sites de leilões como, por exemplo, o E-Bay para adquirir novos selos.

Questionado sobre qual a sua ponte preferida, Joaquim Canteiro tem dificuldade em escolher qual será embora reconheça que a Ponte Vasco da Gama, em Lisboa, “é espectacular”. O engenheiro admite que já conhece quase todas as pontes de Portugal (à excepção de algumas no Norte) e interessa-se sempre por saber um pouco da história da sua construção e as suas principais características. Não tem por hábito fotografar e normalmente, antes de ir ao local consulta na internet a informação sobre a ponte que vai visitar. A colecção de Joaquim Canteiro tem para si um valor inestimável e preenche quase todos os seus tempos livres, de segunda a domingo. Um hobbie que conta com a compreensão da família habituada a vê-lo horas a fio de volta dos seus postais de pontes.

Publicado na edição de O MIRANTE a 8 de Outubro de 2009

Um comentário:

Henrique ANTUNES FERREIRA disse...

Elsita

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Venho aqui e deparo com uma jornalista. Novita (eu sou o 189/reformado...) mas com garra, como pude apreciar. E trabalhando em Santarém, a minha «segunda terra» é o Vale de, mas até adoro os «celestes» pasteis...

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