quinta-feira, 16 de setembro de 2010

O fardo que carrega quem não sabe ler nem escrever



Alexandrina Prazeres abandonou a escola aos seis anos para tomar conta dos irmãos. Apesar de ser saudável e bem-disposta, precisa de ter sempre alguém ao seu lado para a ajudar porque quem não sabe ler precisa sempre de um amparo.


Quando estacionámos o carro de O MIRANTE em frente a casa de Alexandrina Prazeres, moradora no Bairro 1.º de Maio em Tomar, mesmo sem anunciarmos presença, a porta abriu-se de imediato. A tomarense esboçou um sorriso e convida-nos a entrar e, após dizermos ao que vamos, replica algo desapontada: “Ah! Pensava que me vinha oferecer emprego”. Não identificar a repórter, mesmo que esta se faça transportar num carro identificado como é o nosso caso, foi o primeiro sinal do fardo que Alexandrina Prazeres carrega aos 44 anos, fruto de nunca ter aprendido a ler nem escrever.
Natural de Tomar, Alexandrina chegou a frequentar a 1.ª classe mas a mãe, que trabalhava sozinha no campo de sol a sol, precisava de alguém para tomar conta dos irmãos mais novos. Aos seis anos fazia a lida da casa, cozinhava, apanhava azeitona e ia ao mato buscar feixes de lenha à cabeça, conta quem só em adulta aprendeu a assinar o nome a copiar. Os tempos eram outros, as prioridades também e os dias foram passando sem que regressasse aos bancos da escola. Melhor destino tiveram os seus irmãos que aprenderam a ler e a escrever.

Reportagem completa aqui

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Acto de vandalismo destrói toneladas de tomate a agricultor da Golegã




Produtor acredita que acto foi feito “por desfeita” e vai apresentar queixa na
GNR.


Um agricultor da Golegã ficou com metade da sua produção de tomate estragada depois
de alguém lhe ter entrado com um carro pelo campo de plantação, dizimando tudo o que
encontrava pela frente. Ao todo contabiliza a destruição de seis fileiras de tomate, cerca de 50 toneladas, “prontinho para ser apanhado”, metade do que tinha sido plantada em Abril. Joaquim Barroso, 55 anos, “agricultor toda a vida”, nem queria acreditar nos seus olhos quando na manhã de sexta-feira, 27 de Agosto passou junto do tomatal, com cerca de três hectares, que tem na Requeixada, Golegã. Quem conhece o campo como ele sabe que a ramada do tomate tem uma altura homogénea, neste caso cerca de 40 centímetros, pelo que viu logo que algo não estava bem. O agricultor constituiu uma empresa familiar de produtos hortícolas que, em colaboração com associação Agromais, consegue vender para as fábricas da região.

Na passada segunda-feira, 30 de Agosto, as palavras ainda lhe custavam a sair, abalado com o acto que não tem dúvidas em classificar como “vandalismo” uma vez que nada foi roubado. “Fizeram pouco de mim. Isto só pode ter sido praticado por alguém que me quer fazer alguma desfeita”, refere com uma calma aparente, mão no queixo e um
leve encolher de ombros. O prejuízo é avultado mas Joaquim Barroso prefere não
divulgar números. Minutos antes foi o filho Rui, 32 anos, o interlocutor desta conversa, mostrando-nos do alto da sua “pick-up” o rasto de destruição deixado ao longo de mais de um quilómetro. As marcas do carro, “que teria que ter rodas altas para fazer um serviço destes” são ainda bem visíveis no terreno. O calor abrasador que se faz sentir nesta tarde exala o cheiro do tomate maduro. Rui, que ajuda o pai na produção pega em algumas ramadas desolado. Os tomates maduros pisados misturam-
se com os verdes e agora vai ser recolhido com a máquina mas pouco ou nada se vai
aproveitar.

Noticia completa na edição de 02 de Setembro

domingo, 29 de agosto de 2010

Centro de Dia do Souto (Abrantes) precisa de um telhado novo



Nova cobertura está orçada entre 50 a 60 mil euros, dinheiro que a associação não dispõe.

O telhado do Centro de Dia do Souto, no concelho de Abrantes, que foi destruído pelo temporal que assolou toda a região no dia 23 de Dezembro, precisa de uma nova cobertura mas direcção continua à espera de respostas em relação a um eventual apoio do Estado dado que esta empreitada custará entre 50 e 60 mil euros, dinheiro que não existe nos cofres da associação, inaugurada em 1995 pelo Governador Civil da altura, José Marçal Ruivo da Silva.

Logo a seguir à intempérie, os Bombeiros de Abrantes colocaram telas para proteger as as partes que foram arrancadas com a força do vento e a direcção comunicou, de imediato, a situação ao Governo Civil de Santarém, Câmara Municipal de Abrantes e ao Centro Regional de Segurança Social de Santarém no sentido de obter apoios monetários para substituir a cobertura. Até ao momento, e apesar da troca de missivas, a resposta positiva não chegou pelo que a direcção do Centro receia que no próximo Inverno a situação se mantenha, colocando em perigo o funcionamento da instituição, uma vez que as telas já se encontram em más condições.

“Que bem-estar poderemos proporcionar aos cerca de vinte e dois idosos utentes do Centro, alguns dos quais em cadeira de rodas?”, questiona Manuel Traquina, presidente da Direcção, antes de subir ao escadote para mostrar à repórter o estado em que se encontra a cobertura.

NOTA Á MARGEM: Subi ao telhado para fazer esta reportagem. Há muito que não me acontecia mas nem pensei duas vezes. Se o trabalho é sobre o telhado há que subir para ver e fotografar o telhado. Felizmente que não sofro de vertigens.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Enigmas Tomarenses (I) - Cidade fora de Serviço?

Situações de vandalismo em equipamentos públicos são dor de cabeça para autarcas de Tomar



Vandalismo em sistema de rega resulta num prejuízo de 1500 euros para a autarquia.

“A praga de vandalismo continua”. A indignação de Carlos Carrão (PSD), vice-presidente da Câmara de Tomar e responsável pelo Serviço de Parques e Jardins subiu de tom quando, na última semana, foi confrontado com a destruição de mais de meia centena de aspersores e pulverizadores de água, na freguesia de Santa Maria dos Olivais. Um prejuízo de 1500 euros para a autarquia tomarense que se viu obrigada a substituir os sistemas vandalizados na zona envolvente às obras de arranjos exteriores na envolvente da igreja de Santa Maria dos Olivais, perto do Bairro do Flecheiro.

E se todos os anos as autarquias da região gastam milhares de euros a repor equipamentos furtados do espaço público, no caso da Câmara de Tomar, não é o furto dos equipamentos que mais preocupa os autarcas mas o facto de existirem pessoas que estragam estes bens públicos sem razão aparente. “Desde as papeleiras aos contentores, infelizmente, o vandalismo generalizou-se”, lamentou Carlos Carrão a O MIRANTE (PSD), acrescentando que na cidade são cada vez mais os espaços que estão abrangidos pela rega automática. “Temos muito equipamento que ficam desprotegidos à mercê desses actos de vandalismo mas não pudemos colocar um polícia junto de cada aspersor”, disse, apelando que o civismo se sobreponha à prática destes actos “que prejudicam a todos e em nada favorecem quem os pratica”.

sexta-feira, 30 de julho de 2010

O Matemático reservado que gosta de trabalhar nos bastidores


Aos 25 anos já dava aulas no Instituto Politécnico de Tomar mas Francisco Carvalho descobriu a vocação para a Matemática numa fase tardia da sua formação académica, que iniciou com um bacharelato na área da Engenharia Quimíca. Só mais tarde opta por fazer uma licenciatura em Estatística e, posteriormente, decide fazer o doutoramento na área da Matemática. “Só despertei para esta área depois de fazer uma licenciatura na área da Estatística e já depois de estar a leccionar”, disse a O MIRANTE. Levou quatro anos a concluir o seu trabalho de investigação, no âmbito do Doutoramento em Modelos Lineares. Considera que o maior fascínio da Matemática reside em conseguir descobrir novas técnicas e metodologias para resolver problemas que são colocados. “Ou então, perante um problema que já foi resolvido, tentar encontrar uma solução mais vantajosa para optimizar a resolução desse problema”, sintetiza. Reservado, não gosta muito de falar da sua vida pessoal e assume que prefere trabalhar nos bastidores.

Porque é que a maioria dos jovens foge da Matemática como o “diabo da cruz”?
É uma questão complicada. Penso que depende da maneira como são incentivados ao longo dos anos de formação. Não consigo responder muito bem a essa pergunta. A maioria dos nossos cursos – sou professor na Escola Superior de Gestão de Tomar - tem um maior pendor quer de Matemática, quer de Estatística, sobretudo os cursos de Engenharia e Gestão, que influenciam quase todas as matérias leccionadas.

Um professor que se limite a debitar a matéria não consegue cativar o aluno? Cada professor tem a sua metodologia e penso que falo por todos quando digo que tentam sempre captar o interesse dos alunos para a matéria que está a expor. É difícil avaliar porque é que é mais ou menos bem sucedido nesta missão. Nem todos os alunos são iguais e nem todos os métodos resultam com todos os alunos. Tentamos sempre apresentar um exemplo ou uma aplicação diferente de modo a cativar o interesse por parte dos alunos. É esse o nosso objectivo.

Mas como é que se consegue despertar a atenção por parte do aluno?
Mais do que a quantidade de exercícios realizados, é importante a diversidade e mostrar qual a aplicabilidade dessa matemática em meio real. Ou seja, tentar demonstrar que aqueles conhecimentos que estamos a transmitir têm uma aplicação prática para o curso ou formação que estão a receber.

Há a ideia que a maior parte dos nossos “crânios” da Matemática optam por desenvolver a sua investigação no estrangeiro…
Não concordo. Cada vez se vê mais investigação a ser feita em Portugal e por isso está a ser mais apoiada. Reconheço que a “fuga” para o estrangeiro poderá acontecer em algumas áreas de ponta, uma vez que podem não existir os meios tecnológicos necessários para progredir na investigação. Também é verdade que há muitos investigadores estrangeiros. Este intercâmbio entre investigadores portugueses e estrangeiros é já natural.

quinta-feira, 29 de julho de 2010

De barco para os Paços do Concelho


Um presidente de Câmara que se desloca de barco para o trabalho: deve ser caso único em Portugal. Acontece em Constância, desde que a ponte que liga Praia do Ribatejo a Constância sul foi encerrada por determinação da Refer.


A paisagem é bucólica. Ouvem-se os pássaros. Um enorme rebanho de ovelhas aparece de rompante. A areia é incómoda, especialmente para as senhoras que com o calor que se faz sentir preferem usar calçado mais aberto. Estamos no ancoradouro municipal de Constância-Sul onde, desde quarta-feira, 23 de Julho - dia em que a ponte que liga Praia do Ribatejo a Constância-Sul foi encerrada ao trânsito automóvel - centenas de pessoas vão apanhar o barco até à outra margem, evitando ter que percorrer uma distância de 40 quilómetros de carro, por Abrantes.

Máximo Ferreira, presidente da Câmara Municipal de Constância, eleito pela CDU, é um dos passageiros. Mora em Constância-Sul, numa casa erguida numa colina, mesmo ao lado da Capela de Santo António. O despertador toca cedo. Mete-se a pé durante um quilómetro e pouco tempo demora até chegar ao ancoradouro municipal, onde a embarcação “Camões” pouco tempo pára. Dali, tem que percorrer mais 800 metros a pé até aos Paços do Concelho. Sempre a subir. “Este sacrifício supera-se com alguma facilidade mas a angústia de ver um concelho divido não passa. Ainda por cima, devido a uma decisão que é muito discutível”, refere Máximo Ferreira a O MIRANTE.

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quarta-feira, 28 de julho de 2010

Idosos da freguesia de Paialvo foram passear até ao Gerês




Cerca de cinquenta idosos da freguesia de Paialvo, Tomar, participaram na segunda-feira, 26 de Julho, num passeio até São Bento da Porta Aberta, concelho de Paredes de Coura, Viana do Castelo. Os participantes viajaram no novo autocarro da Câmara Municipal de Tomar e ficaram a conhecer a região do Gerês, mostrando-se deslumbrados com a paisagem natural. Para Luís Antunes, actual presidente da Junta de Freguesia de Paialvo (em substituição de Custódio Ferreira que pediu a suspensão de mandato por seis meses), constata-se que “se não fossem estas iniciativas alguns avózinhos passavam um Verão sem dar um passeio”. O autarca conta que “foi uma alegria, durante o trajecto, com os idosos a recordar cantigas e histórias brejeiras dos velhos tempos”. Por este motivo quer concretizar outros passeios idênticos, já nos dias 7 e 11 de Agosto, este último mais

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Muitos curiosos a ver planetas e estrelas em Constância


Astrofesta no Ciência Viva de Constância

Coube ao Afonso a honra de fazer de ponteiro no Relógio de Sol Anamelático, um dos vários módulos exteriores que se podem encontrar no Centro de Ciência Viva de Constância - Parque de Astronomia, localizado no Alto de Santa Bárbara, em Constância. A sombra do rapaz, integrado num grupo de visitantes que participava no segundo dia da Astrofesta, marcava as 16h30 mas na realidade já eram 17h32. “Existe uma diferença de uma entre a hora solar e a nossa”, explicou Ana Maria Dias, coordenadora pedagógica do Centro de Ciência Viva de Constância, que fez a visita guiada pelo espaço, abrigada com um original chapéu-de-sol. O certame, que vai na sua terceira edição, foi organizado em colaboração com o Museu de Ciência da Universidade de Lisboa e o apoio da Câmara municipal de Constância.

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Câmara de Tomar organiza “Festival de Estátuas” com personagens históricas



Desde o centro da cidade até ao Castelo dos Templários, num percurso de 500 metros, o evento vai contar com 20 homens estátua, considerados pela organização como os melhores na área.
Eram 20h02 quando “Luís de Camões” chegou à estação da CP em Tomar, na segunda-feira, 19 de Julho. Assim que desceu da carruagem, imobilizou-se no apeadeiro, causando alguns risos e curiosidade nos que circulavam a passo apressado. O local depressa ficou vazio e a performance do artista não durou mais do que cinco minutos. Esta foi a forma original que a Câmara Municipal de Tomar escolheu para apresentar o I Festival de Estátuas Vivas de Tomar, um evento que vai contar a História de Portugal através da exposição de homens estátua, no fim-de-semana de 18 e 19 de Setembro.

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sexta-feira, 16 de julho de 2010

Um pequeno grande Templário



Apesar do entusiasmo que mostrara durante toda a manhã, não foi fácil convencer o pequeno Adriano, de quatro anos, a tirar uma fotografia junto ao mouro, o escocês Lucien, que minutos havia “lutado” contra um templário na Porta da Almedina, no Castelo de Tomar. Manuel Navalho e João Patrício (2.º à esquerda) invocaram a extinção dos templários. O menino trouxe de casa a fantasia de cavaleiro, uma das suas favoritas e foi um dos cerca de 70 espectadores que assistiu à evocação do Cerco de Tomar de 1190, recriada pela Templ’Anima – Associação Cultural com o apoio da câmara municipal. Pais e avós, naturais de Tomar mas a residir em França, aproveitaram esta época de férias para alimentar um pouco o imaginário do petiz que deu nas vistas por se apresentar vestido a rigor. “Ele adora tudo o que tem a ver com cavaleiros. Vimos que isto ia acontecer na internet e decidimos trazê-lo”, disse o pai de Adriano que também aproveitou a ocasião para registar o momento para a posterioridade.

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A guardiã do Templo




Nos últimos anos, mesmo adoentada, chegou a fugir de casa dos filhos em direcção à emblemática capela de Tomar onde passou toda uma vida.


Com 91 anos já feitos, Maria da Luz pouco fala e já tem dificuldade em reconhecer a família. É pela voz embargada da filha, Maria de Lurdes, e do genro, Arménio Silva, que conhecemos a história desta tomarense que dedicou grande parte da sua vida, mais concretamente 56 anos, a cuidar e a zelar pela Capela de Nossa Senhora da Piedade. Inicialmente conhecida como Capela da Senhora do Monte, o templo está erguido num local com vista panorâmica sobre a cidade de Tomar.

Nascida no Carril, freguesia da Junceira, a 16 de Março de 1919, Maria da Luz foi trabalhar para Tomar com 11 anos, como empregada doméstica em casa de Augusto Silveira, homem influente na cidade. Tinha 25 anos quando foi convidada pelo pároco local, por intercessão do seu patrão e padrinho de casamento, para zelar pela capela Nossa Sra. da Piedade. Chegou a ganhar 75 escudos por mês (5 tostões por dia), subsídio que lhe foi retirado em 1962 por decisão do padre David, que guiava os destinos da paróquia à data. A única moeda de troca residia no facto de poder viver, sem pagar renda, numa habitação contígua ao templo. Ali casou e teve os seus três filhos (Aníbal, Henrique e Maria de Lurdes) que, por sua vez, também ali lhe deram alguns dos seus netos.


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sexta-feira, 25 de junho de 2010

Festa dos Tabuleiros em 2011 já tem data marcada

A Festa dos Tabuleiros, que se realiza de quatro em quatro anos em Tomar, vai realiza-se entre 2 e 11 de Julho de 2011. O cartaz promocional da festa, com design da UFF Portugal e ilustrado com um desenho estilizado de Sherman Macedo que mostra três raparigas e um rapaz a carregar os tabuleiros, descreve sumariamente o programa. No domingo, 3 de Julho, realiza-se o tradicional Cortejo dos Rapazes. Na sexta-feira, 8 de Julho, tem lugar o Cortejo do Mordomo, seguindo-se a abertura das ruas ornamentadas pelos populares. A festa segue no sábado, 9, com cortejos parciais dos tabuleiros mas o grande momento tem lugar no domingo, 10 de Julho, com o Cortejo dos Tabuleiros pelas ruas da cidade. A tradicional distribuição do bodo acontece no dia seguinte, segunda-feira, 11 de Julho. Entretanto, já foi decidido que a sede da comissão que organiza esta festa, liderada pelo mordomo João Victal, ficará na Casa Vieira Guimarães, na Rua Serpa Pinto

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Uma estranha forma de vida…ou talvez não



António Moreira ouviu falar de Tomar numa rádio e decidiu assentar arraiais na cidade templária em Janeiro de 2009, onde é vagabundo por opção.

Toca o despertador. Resmunga. Faz a sua higiene, veste-se, toma o pequeno-almoço e mete-se dentro do carro ou apanha transporte até ao seu local de trabalho onde permanece sete ou oito horas. É assim a rotina diária de milhares de pessoas. António Moreira não quis pertencer a esta fatia. É um out-sider por convicção. Aos 45 anos, define-se como um espírito livre. Não quis ser escravo da rotina. Vive com pouco, mas garante que é feliz.

Passa os dias à porta do Convento de Santa Iria, junto à ponte velha em Tomar, cidade onde escolheu prolongar esta “estranha forma de vida” como dizia o fado de Amália. Sentado ou de pé, muitas pessoas já se habituaram a vê-lo, metido nos seus pensamentos ou a falar cordialmente com quem passa. A mochila verde tropa, carregada de colchões e sacos cama, está sempre por perto. Alto, de cabelo loiro de estilo “rasta” gosta de conversar. “Sinto-me bem aqui. Tive uma vida difícil mas sou educado. Respeito toda a gente e sou respeitado”, aponta, salientado que até há quem já estranhe quando não o vê por ali.

(Leia a estória completa aqui)

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Jovem de Abrantes pede ajuda para voltar a sorrir sem dores



Luís Lourenço gostava de colocar um aparelho nos dentes mas primeiro tem que ser operado para alinhar os maxilares, intervenção que custa cerca de 15 mil euros e que não é comparticipada pelo Sistema Nacional de Saúde.

Depois de ver todas as portas fecharem-se para a resolução do seu problema, Luís Lourenço, 21 anos, morador em Rossio ao Sul do Tejo, Abrantes, socorreu-se num último fôlego a O MIRANTE para tentar encontrar alguém que se solidarize com o problema de dentição que o atormenta. “Tenho muitas dificuldades para comer porque os dentes da frente (inferiores e superiores) não se juntam e acabo por fazer feridas no céu-da-boca com os incisivos da mandíbula inferior”, relata, acompanhado pela irmã, Ana.

Luís, que sempre teve muitos problemas dentários e complexos pela sua situação, gostava de colocar um aparelho de ortodontia mas foi informado pela dentista que o acompanha que tinha o maxilar inferior muito reduzido. De acordo com o atestado passado pela médica, e que faz questão de mostrar, tal só seria possível se fizesse uma cirurgia correctiva de forma a expandir as bases ósseas.

(Ler o artigo na íntegra aqui)

terça-feira, 15 de junho de 2010

Noivos de Abrantes foram de autocarro para o casamento




Sílvia e Pedro conheceram-se num autocarro e foi este meio de transporte, cedido pela Rodoviária do Tejo, que os levou até ao local onde casaram pelo civil.


Conheceram-se na carreira urbana 4702, que faz a ligação entre o Hospital e Alfarrede Velha, e foi neste autocarro da Rodoviária do Tejo que foram conduzidos até ao casamento civil que se realizou na Quinta das Sentieiras, nos arredores de Abrantes. Pedro de Jesus e Sílvia Fernandes tiveram um enlace muito original que chamou a atenção de todos os que passaram no centro histórico de Abrantes, na manhã de sábado, 22 de Maio.

O autocarro, com cerca de 16 anos e emprestado para esta especial ocasião pela Rodoviária do Tejo, chegou pelas 11 horas e estacionou, com autorização da autarquia e supervisão da PSP de Abrantes, na calçada onde ficou estacionado cerca de duas horas e meia até que a noivos saíram, de braço dado e sorriso de orelha a orelha, da residencial onde se vestiram e receberam os cerca de trinta convidados. Foi o próprio noivo que o enfeitou os pára-brisas do autocarro com dois enormes laços brancos.

(Ler a reportagem completa aqui)

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Música andou à solta no Jardim Horto de Camões




A actuação do quarteto de Saxofones da Escola de Música da “Associação Filarmónica Montalvense 24 de Janeiro” foi um dos momentos culturais que assinalou o 20º aniversário do Jardim-Horto de Camões, na tarde de quarta-feira, 21 de Abril. A chuva ameaçava cair e o pouco público escasseava. O que de modo algum desvirtuou a motivação de Ana Rita Monteiro, Ana Carolina Dias, Ana Isabel Justino e Paulo Gaspar que, acompanhados pelo maestro José Rodrigues, acederam posar para O MIRANTE minutos antes de se sentarem em cadeiras azuis dispostas no Coreto que está integrado no chamado “Jardim de Macau”.
Vestidos de preto, ao longo de 35 minutos interpretaram temas e arranjos musicais de compositores como Antonio Vivaldi, Alan Crisp, Alphie Pugh e Chip Distefano. Todos fazem parte do currículo do actual ano lectivo da classe de Saxofones e foram escolhidos para a ocasião.

(Texto integral aqui)

quinta-feira, 22 de abril de 2010

22.º Encontro de caminheiros do CALMA com participantes espanhóis





Grupo de Espanha participou na iniciativa que colocou 360 pessoas a caminhar na freguesia de Asseiceira, Tomar.


Apesar da chuva, cerca de 350 pessoas fizeram-se ao caminho na manhã do último domingo, 18 de Fevereiro, na freguesia de Asseiceira, Tomar. Este ano, um grupo marcava a diferença. Eram 40 e vieram de Béjar e Ávila, Salamanca, Espanha para participar no 22.º Encontro Nacional de Caminheiros organizado pelo CALMA – Clube de Actividades de Lazer e Manutenção de Tomar, acrescentando-se, por isso, o epíteto 1.º Ibérico no cartaz que divulgou a iniciativa.

Os caminheiros partiram já depois das 10 horas da manhã, junto do Salão Paroquial da Linhaceira, fazendo um percurso de cerca de 12 quilómetros, junto à Foz do Rio, local onde o Rio Nabão desagua no Rio Zêzere. Pelo caminho, iam recebendo apoio da organização que lhes perguntava se alguém queria desistir. Poucos aceitaram a ajuda. Mesmo com a chuva que caia e os obrigava a um esforço extra de terem que caminhar carregando os chapéu-de-chuva.






Partidas divertem caminheiros


Diversão foi o ingrediente chave da edição este ano que foi apimentada por algumas partidas protagonizadas pelos actores da Oficina de Teatro da Canto Firme de Tomar. Os caminheiros foram surpreendidos, por exemplo, por “dois ciganos” que vendiam ceroulas ao preço da chuva. As reacções foram diversas. Alguns paravam, trocavam graçolas e até tiravam fotografias. Outros, convencidos que de verdadeiros vendedores ambulantes se tratavam, aceleravam o passo. Mais à frente encontraram uns trabalhadores da junta que, por causa das obras, não os deixavam passar por ali e noutro ponto da caminhada, após uma grande subida, eram aconselhados por “especialistas equipados a rigor”, a suster a respiração por causa da nuvem de cinzas vulcânicas. O que não dava jeito nenhum a vinha literalmente com “os bofes de fora”.

(Ler reportagem integral aqui)

A ocupação da Fábrica da Fiação contada pelos dois lados da barricada





Domingo, 25 de Abril, celebram-se 36 anos da Revolução dos Cravos. Os tempos que se seguiram foram recheados de excessos revolucionários e contra-revolucionários que hoje são contados muitas vezes com humor. Mas na altura ninguém tinha vontade de rir. Como no caso da ocupação da Fábrica da Fiação de Tomar pelos trabalhadores, a 5 de Fevereiro de 1975.

João Elvas fez 14 anos no dia da Revolução dos Cravos mas só dez meses depois tomou consciência extrema do que significava a época. Filho de José Manuel Cure Rezende Elvas, que juntamente com o cunhado António Trindade dos Santos, administrava a Fábrica da Fiação, em Tomar, não esquece o dia 5 de Fevereiro de 1975. Vivia com o pai numa das casas dos administradores, situadas dentro dos portões da fábrica, e através da janela do quarto, viu que nessa manhã os trabalhadores tinham-se concentrado em piquetes no exterior. As portas foram fechadas a cadeado e ninguém estava autorizado a trabalhar.
Os salários da Fiação, que empregava na data cerca de 1200 pessoas, não estavam em atraso mas “o descontentamento era geral e havia a certeza absoluta que a fábrica ia fechar”, recorda Júlio Godinho, 59 anos, da antiga comissão de trabalhadores.

(Reportagem completa aqui)

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Viver em movimento aos 89 anos



Na curva para os 90 anos, Delfina Maria deixa as muletas junto à piscina e prepara-se para mais uma aula de hidroginástica. A coluna emite uma batida rítmica e o vapor aquece o ambiente. A conversa com a jornalista atrasou-lhe o passo e dentro de água já se encontram os restantes colegas de turma, neste início de tarde de sexta-feira, mais calados do que o habitual devido “à assistência”, observa a professora Sara Santos. Natural de São Pedro de Tomar, Delfina Maria frequenta as aulas de hidroginástica no Complexo Municipal de Tomar há três anos porque partiu uma perna… no hospital. “Estava internada porque só tinha consulta para os olhos no outro dia. A minha filha deixou-me deitada na cama, mas como era cedo, três da tarde, lembrei-me de ir até à janela do quarto ao menos para ver os carros a passar”. Quando se ia para sentar no cadeirão, tropeçou na ombreira e caiu. Durante um ano recebeu fisioterapia em casa e, mais tarde, por influência da filha Maria de Fátima – “a minha tábua de salvação”, inscreveu-se no programa “Viver em Movimento” da Câmara de Tomar. Optou pelas aulas de hidroginástica mas poderia experimentar, por exemplo, Natação, Hidroterapia, Dança, Ioga, Tai Chi, ou Shiatsu, algumas das modalidades do programa destinado a maiores de 50 anos e dinamizado pela autarquia desde 2001.

(Ler artigo na íntegra aqui)