quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Acto de vandalismo destrói toneladas de tomate a agricultor da Golegã




Produtor acredita que acto foi feito “por desfeita” e vai apresentar queixa na
GNR.


Um agricultor da Golegã ficou com metade da sua produção de tomate estragada depois
de alguém lhe ter entrado com um carro pelo campo de plantação, dizimando tudo o que
encontrava pela frente. Ao todo contabiliza a destruição de seis fileiras de tomate, cerca de 50 toneladas, “prontinho para ser apanhado”, metade do que tinha sido plantada em Abril. Joaquim Barroso, 55 anos, “agricultor toda a vida”, nem queria acreditar nos seus olhos quando na manhã de sexta-feira, 27 de Agosto passou junto do tomatal, com cerca de três hectares, que tem na Requeixada, Golegã. Quem conhece o campo como ele sabe que a ramada do tomate tem uma altura homogénea, neste caso cerca de 40 centímetros, pelo que viu logo que algo não estava bem. O agricultor constituiu uma empresa familiar de produtos hortícolas que, em colaboração com associação Agromais, consegue vender para as fábricas da região.

Na passada segunda-feira, 30 de Agosto, as palavras ainda lhe custavam a sair, abalado com o acto que não tem dúvidas em classificar como “vandalismo” uma vez que nada foi roubado. “Fizeram pouco de mim. Isto só pode ter sido praticado por alguém que me quer fazer alguma desfeita”, refere com uma calma aparente, mão no queixo e um
leve encolher de ombros. O prejuízo é avultado mas Joaquim Barroso prefere não
divulgar números. Minutos antes foi o filho Rui, 32 anos, o interlocutor desta conversa, mostrando-nos do alto da sua “pick-up” o rasto de destruição deixado ao longo de mais de um quilómetro. As marcas do carro, “que teria que ter rodas altas para fazer um serviço destes” são ainda bem visíveis no terreno. O calor abrasador que se faz sentir nesta tarde exala o cheiro do tomate maduro. Rui, que ajuda o pai na produção pega em algumas ramadas desolado. Os tomates maduros pisados misturam-
se com os verdes e agora vai ser recolhido com a máquina mas pouco ou nada se vai
aproveitar.

Noticia completa na edição de 02 de Setembro

domingo, 29 de agosto de 2010

Centro de Dia do Souto (Abrantes) precisa de um telhado novo



Nova cobertura está orçada entre 50 a 60 mil euros, dinheiro que a associação não dispõe.

O telhado do Centro de Dia do Souto, no concelho de Abrantes, que foi destruído pelo temporal que assolou toda a região no dia 23 de Dezembro, precisa de uma nova cobertura mas direcção continua à espera de respostas em relação a um eventual apoio do Estado dado que esta empreitada custará entre 50 e 60 mil euros, dinheiro que não existe nos cofres da associação, inaugurada em 1995 pelo Governador Civil da altura, José Marçal Ruivo da Silva.

Logo a seguir à intempérie, os Bombeiros de Abrantes colocaram telas para proteger as as partes que foram arrancadas com a força do vento e a direcção comunicou, de imediato, a situação ao Governo Civil de Santarém, Câmara Municipal de Abrantes e ao Centro Regional de Segurança Social de Santarém no sentido de obter apoios monetários para substituir a cobertura. Até ao momento, e apesar da troca de missivas, a resposta positiva não chegou pelo que a direcção do Centro receia que no próximo Inverno a situação se mantenha, colocando em perigo o funcionamento da instituição, uma vez que as telas já se encontram em más condições.

“Que bem-estar poderemos proporcionar aos cerca de vinte e dois idosos utentes do Centro, alguns dos quais em cadeira de rodas?”, questiona Manuel Traquina, presidente da Direcção, antes de subir ao escadote para mostrar à repórter o estado em que se encontra a cobertura.

NOTA Á MARGEM: Subi ao telhado para fazer esta reportagem. Há muito que não me acontecia mas nem pensei duas vezes. Se o trabalho é sobre o telhado há que subir para ver e fotografar o telhado. Felizmente que não sofro de vertigens.