segunda-feira, 26 de julho de 2010

Câmara de Tomar organiza “Festival de Estátuas” com personagens históricas



Desde o centro da cidade até ao Castelo dos Templários, num percurso de 500 metros, o evento vai contar com 20 homens estátua, considerados pela organização como os melhores na área.
Eram 20h02 quando “Luís de Camões” chegou à estação da CP em Tomar, na segunda-feira, 19 de Julho. Assim que desceu da carruagem, imobilizou-se no apeadeiro, causando alguns risos e curiosidade nos que circulavam a passo apressado. O local depressa ficou vazio e a performance do artista não durou mais do que cinco minutos. Esta foi a forma original que a Câmara Municipal de Tomar escolheu para apresentar o I Festival de Estátuas Vivas de Tomar, um evento que vai contar a História de Portugal através da exposição de homens estátua, no fim-de-semana de 18 e 19 de Setembro.

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sexta-feira, 16 de julho de 2010

Um pequeno grande Templário



Apesar do entusiasmo que mostrara durante toda a manhã, não foi fácil convencer o pequeno Adriano, de quatro anos, a tirar uma fotografia junto ao mouro, o escocês Lucien, que minutos havia “lutado” contra um templário na Porta da Almedina, no Castelo de Tomar. Manuel Navalho e João Patrício (2.º à esquerda) invocaram a extinção dos templários. O menino trouxe de casa a fantasia de cavaleiro, uma das suas favoritas e foi um dos cerca de 70 espectadores que assistiu à evocação do Cerco de Tomar de 1190, recriada pela Templ’Anima – Associação Cultural com o apoio da câmara municipal. Pais e avós, naturais de Tomar mas a residir em França, aproveitaram esta época de férias para alimentar um pouco o imaginário do petiz que deu nas vistas por se apresentar vestido a rigor. “Ele adora tudo o que tem a ver com cavaleiros. Vimos que isto ia acontecer na internet e decidimos trazê-lo”, disse o pai de Adriano que também aproveitou a ocasião para registar o momento para a posterioridade.

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A guardiã do Templo




Nos últimos anos, mesmo adoentada, chegou a fugir de casa dos filhos em direcção à emblemática capela de Tomar onde passou toda uma vida.


Com 91 anos já feitos, Maria da Luz pouco fala e já tem dificuldade em reconhecer a família. É pela voz embargada da filha, Maria de Lurdes, e do genro, Arménio Silva, que conhecemos a história desta tomarense que dedicou grande parte da sua vida, mais concretamente 56 anos, a cuidar e a zelar pela Capela de Nossa Senhora da Piedade. Inicialmente conhecida como Capela da Senhora do Monte, o templo está erguido num local com vista panorâmica sobre a cidade de Tomar.

Nascida no Carril, freguesia da Junceira, a 16 de Março de 1919, Maria da Luz foi trabalhar para Tomar com 11 anos, como empregada doméstica em casa de Augusto Silveira, homem influente na cidade. Tinha 25 anos quando foi convidada pelo pároco local, por intercessão do seu patrão e padrinho de casamento, para zelar pela capela Nossa Sra. da Piedade. Chegou a ganhar 75 escudos por mês (5 tostões por dia), subsídio que lhe foi retirado em 1962 por decisão do padre David, que guiava os destinos da paróquia à data. A única moeda de troca residia no facto de poder viver, sem pagar renda, numa habitação contígua ao templo. Ali casou e teve os seus três filhos (Aníbal, Henrique e Maria de Lurdes) que, por sua vez, também ali lhe deram alguns dos seus netos.


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