quinta-feira, 6 de maio de 2010

Música andou à solta no Jardim Horto de Camões




A actuação do quarteto de Saxofones da Escola de Música da “Associação Filarmónica Montalvense 24 de Janeiro” foi um dos momentos culturais que assinalou o 20º aniversário do Jardim-Horto de Camões, na tarde de quarta-feira, 21 de Abril. A chuva ameaçava cair e o pouco público escasseava. O que de modo algum desvirtuou a motivação de Ana Rita Monteiro, Ana Carolina Dias, Ana Isabel Justino e Paulo Gaspar que, acompanhados pelo maestro José Rodrigues, acederam posar para O MIRANTE minutos antes de se sentarem em cadeiras azuis dispostas no Coreto que está integrado no chamado “Jardim de Macau”.
Vestidos de preto, ao longo de 35 minutos interpretaram temas e arranjos musicais de compositores como Antonio Vivaldi, Alan Crisp, Alphie Pugh e Chip Distefano. Todos fazem parte do currículo do actual ano lectivo da classe de Saxofones e foram escolhidos para a ocasião.

(Texto integral aqui)

quinta-feira, 22 de abril de 2010

22.º Encontro de caminheiros do CALMA com participantes espanhóis





Grupo de Espanha participou na iniciativa que colocou 360 pessoas a caminhar na freguesia de Asseiceira, Tomar.


Apesar da chuva, cerca de 350 pessoas fizeram-se ao caminho na manhã do último domingo, 18 de Fevereiro, na freguesia de Asseiceira, Tomar. Este ano, um grupo marcava a diferença. Eram 40 e vieram de Béjar e Ávila, Salamanca, Espanha para participar no 22.º Encontro Nacional de Caminheiros organizado pelo CALMA – Clube de Actividades de Lazer e Manutenção de Tomar, acrescentando-se, por isso, o epíteto 1.º Ibérico no cartaz que divulgou a iniciativa.

Os caminheiros partiram já depois das 10 horas da manhã, junto do Salão Paroquial da Linhaceira, fazendo um percurso de cerca de 12 quilómetros, junto à Foz do Rio, local onde o Rio Nabão desagua no Rio Zêzere. Pelo caminho, iam recebendo apoio da organização que lhes perguntava se alguém queria desistir. Poucos aceitaram a ajuda. Mesmo com a chuva que caia e os obrigava a um esforço extra de terem que caminhar carregando os chapéu-de-chuva.






Partidas divertem caminheiros


Diversão foi o ingrediente chave da edição este ano que foi apimentada por algumas partidas protagonizadas pelos actores da Oficina de Teatro da Canto Firme de Tomar. Os caminheiros foram surpreendidos, por exemplo, por “dois ciganos” que vendiam ceroulas ao preço da chuva. As reacções foram diversas. Alguns paravam, trocavam graçolas e até tiravam fotografias. Outros, convencidos que de verdadeiros vendedores ambulantes se tratavam, aceleravam o passo. Mais à frente encontraram uns trabalhadores da junta que, por causa das obras, não os deixavam passar por ali e noutro ponto da caminhada, após uma grande subida, eram aconselhados por “especialistas equipados a rigor”, a suster a respiração por causa da nuvem de cinzas vulcânicas. O que não dava jeito nenhum a vinha literalmente com “os bofes de fora”.

(Ler reportagem integral aqui)

A ocupação da Fábrica da Fiação contada pelos dois lados da barricada





Domingo, 25 de Abril, celebram-se 36 anos da Revolução dos Cravos. Os tempos que se seguiram foram recheados de excessos revolucionários e contra-revolucionários que hoje são contados muitas vezes com humor. Mas na altura ninguém tinha vontade de rir. Como no caso da ocupação da Fábrica da Fiação de Tomar pelos trabalhadores, a 5 de Fevereiro de 1975.

João Elvas fez 14 anos no dia da Revolução dos Cravos mas só dez meses depois tomou consciência extrema do que significava a época. Filho de José Manuel Cure Rezende Elvas, que juntamente com o cunhado António Trindade dos Santos, administrava a Fábrica da Fiação, em Tomar, não esquece o dia 5 de Fevereiro de 1975. Vivia com o pai numa das casas dos administradores, situadas dentro dos portões da fábrica, e através da janela do quarto, viu que nessa manhã os trabalhadores tinham-se concentrado em piquetes no exterior. As portas foram fechadas a cadeado e ninguém estava autorizado a trabalhar.
Os salários da Fiação, que empregava na data cerca de 1200 pessoas, não estavam em atraso mas “o descontentamento era geral e havia a certeza absoluta que a fábrica ia fechar”, recorda Júlio Godinho, 59 anos, da antiga comissão de trabalhadores.

(Reportagem completa aqui)