quinta-feira, 1 de abril de 2010

Viver em movimento aos 89 anos



Na curva para os 90 anos, Delfina Maria deixa as muletas junto à piscina e prepara-se para mais uma aula de hidroginástica. A coluna emite uma batida rítmica e o vapor aquece o ambiente. A conversa com a jornalista atrasou-lhe o passo e dentro de água já se encontram os restantes colegas de turma, neste início de tarde de sexta-feira, mais calados do que o habitual devido “à assistência”, observa a professora Sara Santos. Natural de São Pedro de Tomar, Delfina Maria frequenta as aulas de hidroginástica no Complexo Municipal de Tomar há três anos porque partiu uma perna… no hospital. “Estava internada porque só tinha consulta para os olhos no outro dia. A minha filha deixou-me deitada na cama, mas como era cedo, três da tarde, lembrei-me de ir até à janela do quarto ao menos para ver os carros a passar”. Quando se ia para sentar no cadeirão, tropeçou na ombreira e caiu. Durante um ano recebeu fisioterapia em casa e, mais tarde, por influência da filha Maria de Fátima – “a minha tábua de salvação”, inscreveu-se no programa “Viver em Movimento” da Câmara de Tomar. Optou pelas aulas de hidroginástica mas poderia experimentar, por exemplo, Natação, Hidroterapia, Dança, Ioga, Tai Chi, ou Shiatsu, algumas das modalidades do programa destinado a maiores de 50 anos e dinamizado pela autarquia desde 2001.

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Aluno da Escola Gualdim Pais em Tomar vítima de agressão de grupo


Pais apresentaram queixa na Polícia e os alunos envolvidos estão a ser alvo de um procedimento disciplinar.
Um jovem de 14 anos foi agredido com violência por oito colegas na tarde de sexta-feira, 19 de Março, junto ao campo de futebol da Escola Básica dos 2º e 3º Ciclos Gualdim Pais, em Tomar. Tudo aconteceu no intervalo das 16 horas quando o jovem se encontrava na companhia de outro colega. “Viu um grupo a aproximar-se e comentou para o amigo: “Vai-te embora que eles vêm-me bater”, contou a mãe da vítima. O rapaz não quer dar a cara por recear mais represálias. Os pais apresentaram queixa na polícia.

A agressão foi causada por uma situação típica da adolescência. Naquela manhã alguém bateu na sua namorada, pelo que foi pedir satisfações, pela hora de almoço, à rapariga que a agrediu, envolvendo-se fisicamente. Esta, por sua vez fez queixa ao namorado que terá juntado o grupo que desencadeou a agressão colectiva. “Foi agredido na barriga e nas costas, ao murro e pontapé. Como tem o cabelo comprido também lhe deram muitos puxões de cabelo. Foi a minha filha mais nova que me ligou a dizer que o irmão estava morto no campo de futebol”, contou a mãe que lamenta que a escola não tenha chamado uma ambulância. O jovem acabou por ser socorrido por um funcionário que o reanimou e foi levado para a enfermaria. “O meu filho é menor. A escola tinha obrigação de o levar para o hospital”, considera.

Notícia completa na edição de O MIRANTE publicada a 1 de Abril de 2010

quarta-feira, 24 de março de 2010

Fogo suspeito destrói quatro autocarros na estação de Tomar




Polícia Judiciária deslocou-se na manhã de terça-feira à Central de Camionagem para recolher elementos que ajudem a investigação.

São, por enquanto, desconhecidas as causas que levaram um autocarro da Rodoviária do Tejo a incendiar-se na madrugada de terça-feira, 23 de Fevereiro, cerca das 5h45. O fogo alastrou-se a outras três viaturas, estacionadas em linha. Três delas arderam por completo e outra foi atingida na traseira mas todas sofreram danos irreparáveis. Os prejuízos são da ordem de "milhares de euros". A hipótese de este incêndio ter ido consequência de um acto de vandalismo é a que ganha mais força entre os motoristas com quem falámos, sob reserva de identidade. Á noite, a estação encontra-se vedada à entrada do público mas existe forma de aceder à mesma através da estação de comboios.

Foi o responsável pela estação de Camionagem, o chefe Mário Rodrigues, que deu conta do sucedido e chamou os bombeiros municipais de Tomar que acorreram rapidamente ao local. “Primeiro ouvi um estoiro e vidros a partir e só depois me dei conta que o autocarro estava a arder”, contou a O MIRANTE. O operacional entra ao serviço às 6h30 mas tem por hábito chegar mais cedo. Ainda conseguiu salvar três ou quatro viaturas, duas delas dos Transportes Urbanos de Tomar, conduzindo-as para um local mais afastado das chamas. “Estou nesta empresa há quase 35 anos e nunca vi uma coisa assim”, atestou.

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