quinta-feira, 1 de abril de 2010
Aluno da Escola Gualdim Pais em Tomar vítima de agressão de grupo
Pais apresentaram queixa na Polícia e os alunos envolvidos estão a ser alvo de um procedimento disciplinar.Um jovem de 14 anos foi agredido com violência por oito colegas na tarde de sexta-feira, 19 de Março, junto ao campo de futebol da Escola Básica dos 2º e 3º Ciclos Gualdim Pais, em Tomar. Tudo aconteceu no intervalo das 16 horas quando o jovem se encontrava na companhia de outro colega. “Viu um grupo a aproximar-se e comentou para o amigo: “Vai-te embora que eles vêm-me bater”, contou a mãe da vítima. O rapaz não quer dar a cara por recear mais represálias. Os pais apresentaram queixa na polícia.
A agressão foi causada por uma situação típica da adolescência. Naquela manhã alguém bateu na sua namorada, pelo que foi pedir satisfações, pela hora de almoço, à rapariga que a agrediu, envolvendo-se fisicamente. Esta, por sua vez fez queixa ao namorado que terá juntado o grupo que desencadeou a agressão colectiva. “Foi agredido na barriga e nas costas, ao murro e pontapé. Como tem o cabelo comprido também lhe deram muitos puxões de cabelo. Foi a minha filha mais nova que me ligou a dizer que o irmão estava morto no campo de futebol”, contou a mãe que lamenta que a escola não tenha chamado uma ambulância. O jovem acabou por ser socorrido por um funcionário que o reanimou e foi levado para a enfermaria. “O meu filho é menor. A escola tinha obrigação de o levar para o hospital”, considera.
Notícia completa na edição de O MIRANTE publicada a 1 de Abril de 2010
quarta-feira, 24 de março de 2010
Fogo suspeito destrói quatro autocarros na estação de Tomar

Polícia Judiciária deslocou-se na manhã de terça-feira à Central de Camionagem para recolher elementos que ajudem a investigação.
São, por enquanto, desconhecidas as causas que levaram um autocarro da Rodoviária do Tejo a incendiar-se na madrugada de terça-feira, 23 de Fevereiro, cerca das 5h45. O fogo alastrou-se a outras três viaturas, estacionadas em linha. Três delas arderam por completo e outra foi atingida na traseira mas todas sofreram danos irreparáveis. Os prejuízos são da ordem de "milhares de euros". A hipótese de este incêndio ter ido consequência de um acto de vandalismo é a que ganha mais força entre os motoristas com quem falámos, sob reserva de identidade. Á noite, a estação encontra-se vedada à entrada do público mas existe forma de aceder à mesma através da estação de comboios.
Foi o responsável pela estação de Camionagem, o chefe Mário Rodrigues, que deu conta do sucedido e chamou os bombeiros municipais de Tomar que acorreram rapidamente ao local. “Primeiro ouvi um estoiro e vidros a partir e só depois me dei conta que o autocarro estava a arder”, contou a O MIRANTE. O operacional entra ao serviço às 6h30 mas tem por hábito chegar mais cedo. Ainda conseguiu salvar três ou quatro viaturas, duas delas dos Transportes Urbanos de Tomar, conduzindo-as para um local mais afastado das chamas. “Estou nesta empresa há quase 35 anos e nunca vi uma coisa assim”, atestou.
(Ler artigo aqui)
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010
A proeza de conduzir há 63 anos sem nunca ter tido um acidente
Joaquim Braz das Neves, 89 anos, antigo agente comercial percorreu milhares e milhares de quilómetros sem nunca ter tido um incidente ou apanhar uma multa.
Joaquim Braz das Neves, 89 anos, não aparenta a idade que tem. O escritório de sua casa, no centro do Entroncamento, onde se desenrola a nossa conversa, mostra que é um homem que gosta muito de ler e escrever. Tem uma letra bonita. Não tem feitio para estar parado. A esposa, Fernanda, senta-se por perto e olha sempre com muito carinho para o marido, com quem casou há 58 anos. Joaquim Braz das Neves tem algo para contar e de que poucas pessoas se podem gabar: conduz há 63 anos e nunca teve um acidente, nunca foi multado ou apanhado em infracção a conduzir. Para o comprovar mostra o certificado emitido pela Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária que atesta que no seu registo individual de condutor “nada consta”.
A paixão pela arte de condução é notória. Por isso, Joaquim Braz das Neves conserva e mostra a fotografia que lhe tiraram junto ao seu primeiro carro, em 1930. Em seguida mostra a carta de condução que renovou no passado mês de Novembro ate 2012, altura em que terá 91 anos. “Os médicos foram bastante rigorosos comigo, sobretudo na parte da visão”, refere, explicando que, mesmo assim, lhe foram impostas algumas limitações. Não pode andar a mais de 80 quilómetros à hora e nem conduzir na auto-estrada. Há tempos escreveu para a Direcção Geral de Serviços de Viação a perguntar se seria o condutor mais antigo do país mas não obteve resposta. “Estou convencido que não há ninguém com a minha idade a conduzir”, remata.
De facto, tirou a carta em Leiria (onde tinha família), corria o ano de 1946. Tinha 26 anos Na altura, não existiam escolas de condução mas sim indivíduos com autorização para ensinar. Foi o senhor Pinto, “pessoa já de certa idade”, que o ensinou. Não havia a parte teórica, apenas a parte de condução. Praticou durante 20 lições. Chegou o dia em que o examinador se deslocou a Leiria. Joaquim Braz das Neves julgou que ia ficar mal no exame. “Fiz uma condução perfeita mas quando vou a estacionar de marcha-atrás o carro subiu o passeio. Pensei para comigo que já estava arrumado mas não”, conta a rir. Os carros, na altura, trabalhavam à manivela e quando estava frio custavam a pegar. “No Inverno era um problema para o carro pegar. Um dia estava aborrecido e com a manivela parti dois faróis”, recorda.
Uma vida na estrada
Joaquim Braz das Neves nasceu numa aldeia de Tomar, “filho de gente pobre e com mais seis irmãos”, perto da Estação de Chão Maçãs-Gare, freguesia de Sabacheira, já a caminho de Ourém. Começou a trabalhar aos oito anos e teve muitos empregos. “Agradava-me qualquer coisa que me aparecia”, conta a O MIRANTE recordando que, em certa altura, não tendo trabalho comprou uma caixa de engraxador mas que não chegou a usar. “Á noite tornei-a a vender porque tinha arranjado emprego”, recorda.
Foi, por exemplo, praticante de farmácia, empregado de mercearia, cobrador de bilhetes de autocarro e estafeta. Trabalhou no Algarve e numa firma de acessórios para indústria Vila Nova de Gaia e, mais tarde, tornou-se vendedor de peças e ferramentas automóveis. “Fiz o país do norte ao sul. Em 20 anos devo ter dado cem voltas ao país. Penso que, ao longo da minha vida, fiz mais de 1.500.000 quilómetros”, conta. Acabou por se estabelecer no Entroncamento onde abriu uma loja de acessórios de automóveis. Foi aqui que conheceu a esposa, sua empregada de escritório. “O pai dela quando soube que namorávamos tirou-a de lá e passou a trabalhar em casa”, conta. Não valeu de nada pois casaram ao fim de ano e meio de namoro. Ele tinha 31, ela 20. A cumplicidade do casal, que teve dois filhos, é notória. “ Se chegar a 8 de Abril faço 90 anos. Estou convencido que chego lá”, brinca. “Chegas, chegas”, entoa Fernanda com um enorme sorriso. Nesse dia, muito provavelmente, irão dar um belo passeio de carro.
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